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Beatle Bob não canta nem toca, mas não passa um dia sem ir a um show
Foto: AP
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Beatle Bob acompanha de perto um de seus ídolos musicais. (Foto: AP)

Ele não canta nem toca nenhum instrumento. No entanto, este “adolescente” de 55 anos conhecido como Beatle Bob ganhou fama por ser o cara que mais vai a shows no mundo. O apelido vem dos terninhos vintage e do corte de cabelo – um penteado em forma de cuia adotado pelos fab four 40 anos atrás. Robert Matonis começou sua saga no Natal de 1996. Desde então, nunca mais passou um dia sem ir a um show – seu currículo reúne mais de quatro mil apresentações. O segredo? Ele não bebe, não fuma nem come carne.

“Naquela noite, quem estava tocando era Brian Henneman, líder da fantástica banda The Bottlerockets. Era sua estréia na minha cidade, St. Louis [Missouri]. O show foi simplesmente explosivo. O antídoto ideal para as festas típicas dessa época do ano”, lembra Bob, que mora sozinho “em uma casa equipada com uma jukebox Seeburg dos anos 50, além de 12 mil álbuns e 25 mil compactos”. “Sem mencionar as centenas de brinquedos de cultura pop, revistas de rock e quadrinhos.”

Assim como as bandas que ele faz questão de acompanhar de perto – geralmente em cima do palco e, em alguns casos, bem no meio dos músicos – Beatle Bob chama atenção não apenas pelo figurino, mas pela performance um tanto peculiar. Sua coreografia ficou conhecida em muitos clubes e festivais nos Estados Unidos - há inúmeros vídeos na internet que comprovam a vitalidade desse aficionado por rock.

Alguns grupos decidiram até homenageá-lo. “Do the Beatle Bob”, que vai sair em CD como parte de uma compilação da banda Dash Rip Rock no final deste ano, versa sobre o seu jeito de dançar. “O que ele faz é sincero. Ele conhece muito sobre música”, disse Bill Evans, baixista do DRR, em uma entrevista. Já “My kind of soldier” expressa a amizade do Guided by Voices. Bob aparece ainda no DVD do grupo, “The electrifying conclusion”, de 2005, como uma espécie de assistente de palco. “É um sentimento maravilhoso ter meu nome associado às canções dos meus maiores heróis”, diz.

 Documentário

Sua personalidade, digamos, expansiva atraiu a curiosidade da cineasta de Nova York Jenni Sterling. Ela passou meses acompanhando as empreitadas de Matonis pela cena musical americana e deve lançar, no final deste ano ou no início de 2009, o documentário “Superfan: The lies, legend and life of Beatle Bob” (clique aqui para ver o trailer).

O que pode parecer insanidade acabou se tornando profissão. Hoje, Matonis é escalado para ser mestre de cerimônia em diversos eventos musicais. Só no South By Southwest, que terminou no início da semana em Austin, no Texas, ele apareceu em 67 shows. “Foi realmente incrível. De manhã cedo até a madrugada eu estava agitando ao lado de bandas do mundo inteiro.”

Em breve, Beatle Bob poderá fazer sua estréia em palcos brasileiros. “Sempre foi um dos meus maiores desejos dançar em uma das maiores capitais mundiais da balada”, diz. “Há uma produtora de filmes em St. Louis, a Neshui Films, que me ofereceu um papel em um longa. Neste momento, eles devem estar no Brasil procurando locações. Se não der certo, espero que alguém aí me convide para ser MC em algum evento.”

fonte: G1
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